O Partido Liberal (PL) realizou convenção neste domingo (2), no Parque da Cidade, em Brasília, para lançar as candidaturas da legenda no Distrito Federal. O evento tinha como objetivo oficializar a candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado, mas a ex-primeira-dama não compareceu por ter sido hospitalizada. Com isso, ela segue sem participar de eventos públicos ao lado do enteado Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência com apoio do pai, Jair Bolsonaro. Apesar da ausência, a candidatura de Michelle está confirmada. A governadora Celina Leão, candidata à reeleição, também participou do evento.
Flávio Bolsonaro chegou à convenção às 19h e discursou para cerca de duas mil pessoas. Em sua fala, ele voltou a defender a castração química para autores de crimes sexuais e a redução da maioridade penal para 14 anos. O candidato também criticou o Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que os ministros “voltarão a respeitar a Constituição” em um eventual governo seu. Ele ainda prometeu anistiar os presos pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O discurso durou menos de cinco minutos.
Celina Leão, em seu discurso, contou que Bia Kicis, candidata ao Senado, teria dito que o primeiro voto para deputada distrital que registrou na urna foi nela. “Hoje, quero te recompensar esse voto”, declarou a governadora, de mãos dadas com a deputada. O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, acompanhou o evento na primeira fila, ao lado de Bia Kicis, Thiago Manzoni, candidato à Câmara Federal, e dos deputados Alberto Fraga e Izalci Lucas, que também estiveram na convenção do PSD que lançou José Roberto Arruda ao Buriti. Izalci pediu votos para Flávio Bolsonaro, enquanto Fraga falou em “grupo político” sem citar o candidato à Presidência. A senadora Damares Alves não discursou, mas foi mencionada por Celina.
Os candidatos a deputado distrital mais aplaudidos foram André Kubitscheck e Joaquim Roriz Neto. Parte dos apoiadores deixou o local antes do fim dos discursos, por volta das 18h45. A organização estimava um público de 5 mil pessoas, mas seguranças do evento, contratados por duas empresas privadas, avaliaram que o número não passou de 1,5 mil.
Todos os 13 candidatos a deputado federal e os 43 postulantes à Câmara Legislativa do DF discursaram. Houve falas contraditórias entre os participantes. Uma candidata da área da Saúde relatou os efeitos da crise da covid-19, enquanto Júlia Lucy, que tenta voltar à política, elogiou Jair Bolsonaro por falar “a verdade sobre a farsa da pandemia”.
Helder Oliveira se apresentou como “ex-travesti” e disse ter sido salvo “pelo pastor Sóstenes Cavalcanti e por Nikolas Ferreira”. Isac Hille, que se diz “candidato da juventude”, afirmou ser o único pré-candidato réu pelos atos de 8 de janeiro. Edna Borges, que se identificou como “presa política”, declarou que teve permissão para sair de casa aos fins de semana pela primeira vez.
Bia Kicis, uma das últimas a discursar, prometeu o “impeachment dos ministros do STF que não cumprirem a Constituição” e defendeu a libertação de Jair Bolsonaro e dos presos do 8 de janeiro, conclamando os apoiadores a “irem sem medo”.
