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Mulheres são só 17% na direção de filmes no Brasil

Mulheres são só 17% na direção de filmes no Brasil

As mulheres seguem como minoria na direção de filmes no Brasil, mesmo sendo a maioria entre os formados em cursos da área audiovisual. A produtora Minom Pinho afirmou, em entrevista à Agência Brasil durante o festival Bonito CineSur, que a presença feminina em cargos de liderança no cinema não passa de 20% há anos. Para ela, a mudança desse cenário depende de políticas públicas e metas claras para o setor.

Minom defende a criação de indicadores e objetivos, como alcançar 30% de mulheres na direção e no roteiro de longas-metragens até 2030. Dados do Anuário Estatístico do Audiovisual Brasileiro de 2024, do Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA), divulgado pela Ancine, mostram que as mulheres representam apenas 17% da direção de séries e filmes nacionais.

O levantamento aponta que, em 2023, 231 longas-metragens brasileiros foram dirigidos exclusivamente por homens, enquanto 52 tiveram direção feminina. Nos roteiros, os homens assinaram 165 trabalhos, contra 41 de mulheres. Por outro lado, o mesmo anuário indica que elas são a maioria em outras funções do setor: 58% na exibição, 54% na distribuição, 99 na direção de arte contra 57 homens e 110 na produção executiva contra 66.

Minom Pinho avalia que essa distribuição reflete estereótipos que ainda existem no cinema e limita a atuação feminina na condução das narrativas. No domingo passado, o festival Bonito CineSur promoveu uma mesa de debates sobre o protagonismo feminino no cinema sul-americano. Além de Minom, participaram a atriz chilena Paulina Garcia e Gabriela Sandoval, diretora e produtora de indústria do Festival Internacional de Cinema de Santiago (Sanfic).

Paulina defendeu a necessidade de mais histórias contadas e interpretadas por mulheres. Gabriela, por sua vez, destacou a importância de uma rede de mulheres no continente para ampliar a participação feminina nas produções e nos espaços de decisão do setor cinematográfico.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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