Entidades sociais e movimentos populares se reúnem nesta sexta-feira (31) em São Paulo para criar as Brigadas de Agitação e Propaganda. O objetivo é mobilizar militantes nas ruas e nas redes sociais em defesa da reeleição do presidente Lula (PT). O lançamento da iniciativa ocorrerá no Sindicato dos Químicos.
As brigadas serão formadas pela Central de Movimentos Populares (CMP), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), União dos Movimentos de Moradia (UMM), Federação Única dos Petroleiros (FUP) e o próprio PT.
A partir de uma coordenação local, os integrantes vão atuar de forma permanente nos bairros, comunidades, locais de trabalho e plataformas digitais. Serão promovidas atividades como panfletagens, visitas domiciliares, rodas de conversa, intervenções culturais, mobilizações de rua e comunicação popular.
A mobilização começou de forma virtual com a presença de 400 militantes. Atualmente, há 342 brigadas e quase 6.280 participantes.
“As Brigadas de Agitação e Propaganda são um chamado à participação popular. Qualquer pessoa comprometida com a defesa da democracia, da soberania nacional e dos direitos do povo pode integrar esse processo”, afirmou a coordenadora nacional da Central de Movimentos Populares (CMP), Miriam Hermógenes.
“Nosso objetivo é fortalecer o trabalho de base, ampliar o diálogo com a população e construir uma presença permanente nos territórios e nas redes, sempre ouvindo as pessoas e organizando ações coletivas”, completou.
Mobilização popular e participação digital
A criação das brigadas representa uma tentativa de organizar a militância de forma descentralizada. Cada grupo local terá autonomia para definir suas ações, mas seguirá uma orientação geral de apoio ao governo atual. A iniciativa busca alcançar eleitores em regiões onde o partido tem menor penetração.
As plataformas digitais serão usadas para ampliar o alcance das mensagens. A coordenação nacional espera que as brigadas atuem como canais de comunicação direta com a população, sem depender exclusivamente de meios tradicionais de propaganda política. A expectativa é que o número de participantes cresça nas próximas semanas.
