Botijão de gás sobe 8% na Bahia a partir de 1º de setembro
Sinrevgás atribui reajuste ao dissídio coletivo da categoria; aumento pode chegar a R$ 10 no botijão de 13 kg
O preço do botijão de gás de cozinha vai subir na Bahia a partir de terça-feira, 1º de setembro de 2026. Segundo o Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia (Sinrevgas), o reajuste é de 8% e pode representar até R$ 10 a mais no botijão de 13 kg para o consumidor final.
De acordo com o sindicato, o aumento está ligado ao dissídio coletivo da categoria, negociação anual que reajusta salários e outras condições de trabalho dos empregados do setor. A entidade afirma que a elevação dos custos com mão de obra se reflete nas despesas operacionais das revendedoras, que também incluem transporte, logística, tributos, armazenamento e manutenção da estrutura de distribuição.
Antes da mudança, o botijão era vendido entre R$ 117 e R$ 155 em Salvador, conforme dados da plataforma Preço da Hora consultados pelo Bahia Econômica em 26 de agosto de 2026. Em Feira de Santana, a variação era ainda maior, entre R$ 105 e R$ 280, segundo a mesma apuração. Já o Aratu On registrou preços entre R$ 120 e R$ 145 na capital baiana. Com o reajuste, o Blog do Eloilton Cajuhy estima que o botijão possa chegar a cerca de R$ 160 no estado, a depender da revendedora e da região.
Por que o preço sobe mesmo após reduções recentes
O anúncio do reajuste chama atenção porque ocorre poucas semanas depois de duas quedas seguidas no preço do gás. Em julho, houve recuo de aproximadamente 6,8% a 6,9%, dependendo da fonte, com desconto estimado em R$ 5 para o consumidor. Em agosto, nova redução, desta vez de 7,1%, gerou economia entre R$ 3 e R$ 4 no botijão de 13 kg.
Essas reduções estão associadas ao preço do GLP vendido pela refinaria Acelen às distribuidoras, conforme apurou a Rádio Costa Sul FM. A emissora ressalta, porém, que a queda no valor de origem não implica queda automática no preço final ao consumidor, já que a cadeia de comercialização envolve outros custos até o produto chegar às revendas.
A reportagem da Costa Sul FM também observa que o percentual de 8% anunciado pelo sindicato é uma referência geral, mas não obriga todos os estabelecimentos a aplicarem exatamente o mesmo índice. O valor final de cada botijão depende da política comercial de cada revendedora e da região onde é vendido.
Quem fiscaliza os preços do gás no país
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) é o órgão federal responsável por regular e fiscalizar o setor de combustíveis, incluindo o acompanhamento dos preços praticados nas diferentes etapas da cadeia do GLP, da refinaria até a revenda.
Para famílias em situação de vulnerabilidade social, existe ainda o Programa Gás do Povo, que oferece recarga gratuita do botijão de 13 kg em revendas credenciadas. O benefício é operacionalizado pela Caixa e pela DataPrev, sob gestão conjunta do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e do Ministério de Minas e Energia (MME). Segundo o Aratu On, o programa atende famílias inscritas no Cadastro Único com renda per capita mensal de até meio salário mínimo, priorizando beneficiários do Bolsa Família, e substituiu o repasse em dinheiro do modelo anterior por gratuidade direta na recarga.
O que muda para o consumidor a partir de setembro
Com o novo reajuste em vigor a partir de 1º de setembro, consumidores baianos devem observar variações de preço conforme o revendedor e o município. Não há, até a publicação desta matéria, um valor único definido para o setor, e o próprio Sinrevgas informou que o impacto de até R$ 10 é uma estimativa, não um teto fixo aplicado igualmente em todo o estado.
A pesquisa de preços entre estabelecimentos segue como principal recurso para quem busca pagar menos pelo botijão, já que a diferença entre revendedores de uma mesma cidade pode ser significativa, como mostram os valores levantados em Feira de Santana. Novos levantamentos de preços devem indicar, nas próximas semanas, em que medida o reajuste anunciado pelo sindicato foi efetivamente repassado ao consumidor final.
Fontes
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