Kevin Durant voltou a Phoenix pela primeira vez desde que foi negociado com o Houston Rockets em junho passado. O jogo desta terça-feira, faltando quatro partidas para o fim da temporada regular, foi televisionado nacionalmente.
Durant já havia falado sobre a troca, dizendo que se sentiu “chutado para fora do prédio e transformado em bode expiatório”. No entanto, durante o treino de aquecimento de terça-feira, ele afirmou que superou a mágoa. “Na época, foi difícil de aceitar. Um lugar onde eu queria estar e continuar construindo, mas é o negócio da liga”, disse Durant.
Questionado sobre sentimentos especiais ao retornar à arena, ele foi direto. “Não há muito valor sentimental entre mim e este lugar. É um ótimo lugar para se viver, eu definitivamente amei morar aqui. Mas fiquei aqui por pouco tempo”.
A passagem de Durant pelo Phoenix Suns foi curta. O time venceu uma série de playoffs no ano em que ele chegou, no meio da temporada. O recorde da equipe com ele em quadra foi de 85 vitórias e 60 derrotas na temporada regular.
Durant disse que não tirou grandes lições do período. “Não há nada realmente grande ou marcante. Não fiquei aqui tempo suficiente para realmente sentir que deixei uma marca aqui. E isso é uma pena, porque quero deixar marcas em todos os lugares por onde passo”.
A reação do público durante o jogo foi algo observado. Durant sempre sentiu o apoio dos torcedores do Suns, mas esperava-se que fosse vaiado. Para um time do Suns que parecia apático recentemente, o evento prometia injetar intensidade no jogo.
Também foi a primeira vez que Jalen Green enfrentou o Houston Rockets desde que foi negociado. Dillon Brooks também estava mais motivado nos confrontos anteriores. Durant marcou a cesta da vitória na segunda vez que enfrentou o Suns em Houston.
Os Rockets chegaram ao jogo com um recorde de 49 vitórias e 29 derrotas, lutando por uma posição entre o terceiro e o sexto lugar na Conferência Oeste. A equipe teve problemas com lesões: o armador Fred VanVleet rompeu o ligamento cruzado anterior antes do início da temporada, e o pivô Steven Adams passou por cirurgia no tornozelo.
Sem Adams, o ataque dos Rockets caiu da quarta para a 14ª posição na eficiência. O técnico Ime Udoka teve várias coletivas chamando a atenção para o engajamento da equipe. Jogadores jovens como Amen Thompson e Alperen Sengun têm bons números individuais, mas parecem fora do fluxo coletivo.
A ideia da adição de Durant era aliviar a pressão ofensiva sobre Sengun e Thompson. Na temporada passada, o Houston tinha um recorde de 26-18 em jogos decisivos. Nesta temporada, está pior: 21-22.
A estrutura ofensiva dos Rockets muitas vezes parece solta, com dificuldades para realizar ações básicas. Passar a bola para Durant ocasionalmente é um desafio. Os números de impacto ainda mostram sua importância: o time tem uma diferença de pontos de +5.5 com ele em quadra, que cai para +2.7 quando ele sai.
Aos 37 anos, Durant mantém médias de 25.9 pontos por jogo, com eficiência de 51.9% nos arremessos de campo, 41% na linha de três e 87.7% nos lances livres.
Houve especulações nas redes sociais sobre uma suposta conta alternativa de Durant, com mensagens vazadas que falavam mal de companheiros e organizações. A história, que surgiu antes do All-Star Game, nunca foi confirmada. Independentemente da veracidade, a especulação pode criar problemas no vestiário.
Da perspectiva do Houston, a troca por Durant parecia uma situação vantajosa. A equipe se livrou de dois contratos maiores e apostou na experiência do astro. O desempenho irregular da equipe, porém, levantou questões sobre se o ajuste foi tão perfeito quanto o esperado.
