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Ana Hickmann: Clô é revisitada em nova série

A série documental Reinventando Clô estreia em 15 de maio de 2026 no Universal+, com novos episódios às sextas-feiras, e também fica disponível no UOL Play. A produção parte de vestidos icônicos para revisitar a trajetória de Clodovil Hernandes e reconectar o público com uma figura que nunca foi simples de definir.

Passaram-se 17 anos desde a sua morte, mas o tempo não apagou a força do personagem. Ele ajudou a consolidar a história da moda no Brasil nos anos 1970, ocupou um espaço relevante na televisão em plena redemocratização e terminou a vida como deputado federal entre os mais votados do país.

A proposta se aproxima das melhores séries sobre moda ao usar a criação como um fio condutor para contar uma vida. A trajetória de Clodovil aparece como um percurso cheio de rupturas, vaidades, talento e contradições.

Uma nova leitura sobre um ícone brasileiro

A série assume uma abordagem documental que usa a moda como porta de entrada para revisitar a trajetória de Clodovil Hernandes. O olhar é atual. A produção não tenta polir a imagem nem transformar o personagem em uma lenda intocável. Ela organiza os fatos, contextualiza as escolhas e revela as contradições.

A grande força da série está nessa leitura em camadas, já que o próprio Clodovil nunca foi uma figura linear. Ele transitou entre glamour e confronto com naturalidade.

O formato dos episódios

Reinventando Clô é apresentada por Ana Hickmann, que conduz o doc-reality conectando moda, memória e bastidores. O formato é documental, com seis capítulos que usam as criações do estilista como fio narrativo para reconstruir momentos centrais da sua vida pública e profissional.

Cada capítulo convida um estilista contemporâneo a reinterpretar uma peça assinada por Clodovil. A releitura serve para explicar fases específicas da carreira, decisões estéticas e mudanças de posicionamento ao longo do tempo.

Da alta-costura à televisão

A trajetória de Clodovil começou na moda, mas não ficou restrita a ela. Nos anos 70, ele já ocupava uma posição consolidada na alta-costura. Seu trabalho combinava rigor técnico, acabamento detalhado e uma visão de elegância. O ateliê foi o primeiro grande palco, mas a televisão ampliou o seu alcance.

Quando Clodovil passou a integrar programas de grande audiência, especialmente a partir dos anos 80, ele levou para a tela o mesmo traço que marcava suas coleções: opinião firme e postura direta. A exposição constante fez com que seu nome deixasse de circular só no universo da moda e passasse a integrar um debate público mais amplo.

A transição não apagou o estilista. A imagem televisiva reforçou o personagem que já existia na moda autoral de luxo. A série organiza esse percurso e mostra como cada etapa ampliou o impacto do artista na cena cultural brasileira.

Diálogo com o Brasil

Clodovil usava a criação como uma extensão da própria personalidade. Havia uma busca constante por controle de imagem, impacto visual e afirmação de identidade. Em um momento em que a história da moda no Brasil ainda buscava referências próprias, ele entendia que estilo também era discurso.

Na série, essa dimensão ganha nova leitura. Ao revisitar as peças, os estilistas convidados analisam escolhas que iam além do corte e do tecido. Eles observam atitude, construção de personagem e estratégia de presença.

Genialidade e controvérsia

Não dá para falar de Clodovil sem abordar o conflito. Ele construiu uma carreira marcada por talento e também por embates públicos. Confrontou colegas, fez declarações que geraram repercussão e assumiu posições que dividiram opiniões. Reinventando Clô não ignora esse lado e contextualiza os episódios polêmicos dentro do período em que aconteceram.

Onde assistir

A série estreia em 15 de maio no Universal+, com novos episódios toda sexta-feira, e também fica disponível no UOL Play. O Plano UOL Play Pipoca sai por R$ 25,90 por mês, inclui o Universal+ e oferece voucher mensal de R$ 20,00 para cinema, além de acesso ao Clube UOL.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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